De olho na reeleição, ordem de Bolsonaro é destruir Moro

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Os bolsonaristas de carteirinha já foram avisados: enquanto o presidente Jair Bolsonaro leva adiante — até aguentar — o figurino paz e amor, a ordem é destruir qualquer possibilidade de o ex-juiz Sergio Moro ser candidato à Presidência da República em 2022.  Em conversas restritas, Bolsonaro vem enfatizando que a possibilidade de ele ser reeleito é grande. Mas, para isso, é importante minar, o máximo possível, as chances de o ex-ministro da Justiça lançar candidatura. Há, inclusive, uma legenda pronto para recebê-lo: o Podemos, do senador Álvaro Dias.  Para Bolsonaro e aliados, com a esquerda muito dividida e o PT radicalizando, o “inimigo número 1” a ser abatido é o ex-juiz. Levantamentos de posse do Palácio do Planalto apontam que apenas Moro tem, hoje, chances de fazer frente ao presidente na disputa de 2022, até por dividir a direita e ter uma imagem de mais moderado que Bolsonaro.  Disputa entre Bolsonaro se Moro se acirrará nas redes socais  Todos no entorno do presidente reconhecem que há uma longa caminhada até o início da briga pelo Palácio do Planalto. Mas, no entender dos aliados de Bolsonaro, é importante criar o máximo possível de dificuldade para Moro. Isso significa uma ação de peso nas redes sociais, nas quais só o ex-ministro atualmente rivaliza com o presidente.  Quem acompanha esse movimento de perto viu, nas recentes interferências do procurador-geral da República, Augusto Aras, na Operação Lava-Jato, uma forma de Bolsonaro levantar possíveis falhas de Moro quando ele era o juiz responsável pelas investigações em Curitiba.  Na última sexta-feira (26), quatro procuradores da Lava-Jato pediram exoneração por discordarem dos métodos de Aras, que tem na subprocuradora da República Lindora Maria de Araújo, atual responsável pela condução da operação na PGR, uma fiel escudeira. Ela é bolsonarista de primeira hora.  A interferência de Aras na Lava-Jato remete ao vazamento de dados da operação por meio do site The Intercept. Mensagens tornadas públicas mostraram que Moro interferiu indevidamente nas investigações, inclusive orientando como o Ministério Público deveria agir, o que é proibido.  Moro foi superministro do Bolsonaro  À época da Vaza-Jato, Moro era considerado superministro de Bolsonaro, que o defendeu em várias ocasiões. Agora, não será surpresa se Aras abastecer o presidente da República com informações que as equipes da Lava-Jato guardam com muito rigor.  Moro deve se preparar, pois, neste momento, ele é o principal adversário a ser combatido pelos bolsonaristas. Será uma guerra, uma vez que aliados do ex-juiz estão dispostos a reagir aos ataques, sobretudo com informações sigilosas do processo que investiga o senador Flávio Bolsonaro no esquema de rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.  É briga de cachorro grande, como diz um integrante do Planalto.
Blog do Vicente

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