20 de setembro de 2021

“Quem está com fome não consegue aprender”, diz Alexandre Schneider

Hits: 0

No Opinião desta quinta-feira (9), Andresa Boni conversou com os educadores Silvia Gasparian Colello e Alexandre Schneider sobre a alfabetização em tempos de pandemia. Ambos destacaram os efeitos do ensino a distância no aprendizado dos alunos e os desafios a serem enfrentados diante do atual cenário. Segundo Silvia, o isolamento trouxe consequências negativas aos estudantes em diversos âmbitos. Além de abalar o próprio processo de aprendizado, as aulas online impossibilitaram algumas experiências escolares essenciais para a formação dos alunos como indivíduos. “A alfabetização tem um impacto na constituição do sujeito, um impacto pedagógico a longo prazo, um impacto social, que é o trânsito das pessoas na sociedade, e um impacto político, que é a sustentação da sociedade democrática. Então, o que parece uma coisa pequena, na verdade, tem uma dimensão muito grande e a longo prazo”, frisou. Para superar as dificuldades intensificadas pela pandemia na área do ensino, Alexandre ressaltou a necessidade da aplicação de dois tipos de políticas públicas. A primeira delas, de acordo com ele, deve ocorrer dentro do ambiente escolar. “Uma é propriamente educacional, do muro para dentro da escola. Então, é acreditar na equipe escolar e nas suas capacidades, [garantir a] formação dos professores, preparar a escola para acolher esses alunos do ponto de vista emocional e, obviamente, acolher a equipe escolar”, explicou. Já a segunda medida precisa partir de ações do governo. Para Alexandre, renda, alimentação, saúde e segurança devem ser garantidos pela administração pública para o bom funcionamento do processo educacional. “Do muro para fora da escola, o Estado precisa trabalhar para reduzir ao máximo essas heterogeneidades que a gente viu. Quem está com fome não consegue aprender, quem tem um lar com algum tipo de desequilíbrio também não consegue aprender, não está emocionalmente seguro para se desenvolver, aprender”, completou. A professora Aurilânia Carvalho de Oliveira também participou do Opinião desta quinta (9).
Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *